O
que é?
A Leishmaniose Canina Visceral é uma doença
grave e fatal, tanto para o cão como para o homem.
É causada pela Leishmania, um protozoário
flagelado, presente em grande parte do mundo.
A Leishmaniose Visceral é reconhecida, atualmente,
como uma das mais importantes zoonoses (doenças transmitidas
dos animais para os seres humanos) pela Organização
Mundial de Saúde (OMS), sendo o cão, o principal
reservatório de infecção para o homem.
A doença constitui-se em sério problema de
saúde pública e vem se intensificando nos
centros urbanos.
Qual sua prevalência?
Hoje, a Leishmaniose Visceral ameaça cerca de 350
milhões de homens, mulheres e crianças em
88 países do mundo. Segundo a OMS, são notificados
anualmente, 500 mil novos casos.
No Brasil, ocorrem surtos de Leishmaniose com uma frequência
significativa. A doença está distribuída
em 22 dos 27 estados brasileiros, atingindo quatro dos
cinco regiões do país.
O Ministério da Saúde informa a ocorrência
de 2 a 3 mil casos por ano. Estima-se que, para cada caso
humano, há uma média de 200 cães
infectados.
Como seu cão pode se infectar?
A Leihmaniose é transmitida ao cão pela
picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito
palha, birigui ou cangalhinha), infectado com o protozoário.
Diferente de outras mosquitos, o birigui não necessita
de água parada para o desenvolvimento de suas formas
larvais, dificultando o seu controle e, consequentemente,
favorecendo a transmissão da doença.
Após a picada, o protozoário atinge a circulação
sanguínea do cão e invade as células,
iniciando sua replicação.
A partir do momento em que o seu cão possui a Leishmania
em sua corrente sanguínea, passa a ser fonte de
infecção para os mosquitos, que por sua
vez, podem contaminar outros cães e os seres humanos.
Quais os sintomas de um cão doente?
Os sintomas são bastantes variados. São
comumente observadas lesões na pele, acompanhada
de descamação e, ás vezes, ulceras,
além de depressão, apetite diminuído
e perda de peso progressiva. Alguns cães apresentam
um crescimento exagerado das unhas (onicogrifose) e também
dificuldade de locomoção. Em um estágio
mais avançado, há o comprometimento do fígado,
baço e rins, podendo levar o animal á morte.
Devido a variedade e a falta de sintomas específicos,
o Médico Veterinário é o único
profissional habilitado a fazer um diagnóstico
preciso.
Como a Leishmaniose Visceral canina pode
ser prevenida?
Até então, as únicas medidas de controle
da enfermidade eram: o combate ao mosquito (com o uso
de inseticidas no ambiente e de repelentes, pour-on ou
coleiras, nos cães), as práticas de educação
da população em relação á
posse responsável e controle da natalidade canina,
a rápida identificação e controle
dos reservatórios e o emprego de medidas de saneamento
básico.
Atualmente, já existe uma vacina disponível
que protege os cães, evitando o desenvolvimento
da doença. Desta forma, a vacinação
é particularmente importante nos animais que vivem
em áreas de grande incidência da doença,
porém alguns Médicos Veterinários
se divergem quanto a este assunto.
Conheça a Vacina Leishmune.
A vacina Leishmune foi desenvolvida pela equipe da Profa.
Dra Clarisa b. Palatnik de Sousa, da UFRJ. O desenvolvimento
da vacina conta com 23 anos de pesquisa, sendo os últimos
5 anos realizado em parceria com o Laboratório
Fort Dodge, líder mundial em vacinas para cães
e gatos, esta parceria resultou no aprimoramento do produto
e no seu desenvolvimento em escala industrial.
A Leishmune foi aprovada e registrada pelo Ministério
da Agricultura sob o número 8627 em 11/06/2003.
Qual a proteção conferida
por esta vacina?
Inúmeros estudos realizados em áreas de
grande incidência da doença, demonstraram
que a vacina confere proteção de 92 a 95%,
ou seja, de cada 100 cães vacinados, 5 a 8 animais
não irão desenvolver resposta imunológica
adequada, permanecendo assim, suscetíveis á
doença.
Qual o programa de vacinação
preconizado para a Leishmune?
O programa indicado é o uso da vacina em cães
sadios e soronegativos para a Leishmaniose Visceral Canina,
a partir dos 4 meses de idade. O protocolo completo de
vacinação é composto por 3 doses,
respeitando um intervalo de 21 dias entre as aplicações.
A revacinação deverá ser feita 1
ano após a primeira dose e repetida anualmente,
proporcionando a manutenção da resposta
imune.
O cão só é considerado protegido
21 dias após a terceira dose da vacina, portanto,
é possível infectar-se durante o programa
de vacinação e até mesmo alguns dias
após a terceira dose, caso seja picado por um mosquito
infectado. Neste caso, a vacinação não
impede o desenvolvimento da doença, nem o aparecimento
dos sintomas.
Posso vacinar um cão com teste
sorológico positivo para Leishmaniose Visceral
Canina?
Não. Segundo as indicações de bula,
a vacina deve ser usada somente para a prevenção
da doença e não como tratamento. Por isso,
é necessária a realização
do teste sorológico previamente á vacinação,
para que apenas cães sadios e livres da infecção
sejam vacinados.
O que o cão pode apresentar após
a aplicação da vacina?
Cerca de 25% dos cães podem responder á
vacinação demonstrando dor e/ou inflamação
transitória no local da aplicação,
principalmente cães de pequeno porte, que geralmente
regridem em poucos dias. Os animais vacinados também
podem apresentar depressão e falta de apetite durante
alguns dias após a vacinação.
A vacina Leishmune pode provocar a Leishmaniose
Visceral?
Não, pois além de se tratar de um produto
inativo, a vacina é composta apenas por uma subunidade
da Leishmania.
Na verdade, trata-se de uma vacina produzida com tecnologia
especial, que emprega apenas um das estruturas do protozoário,
capaz de induzir uma resposta imunológica eficaz
e duradoura.
Para que serve o Atestado de vacinação
da Leishmune?
O atestado é um registro do programa completo de
vacinação de cada cão. Nele, constam
todas as informações referentes a: Exame
de diagnóstico prévio, Datas das vacinações
e Comum acordo entre Médico Veterinário
e proprietário em relação ao esquema
de vacinação.
Este atestado é composto de duas vias: uma do Veterinário
e outra do proprietário do cão.
É importante lembrar que o cão vacinado
desenvolve anticorpos protetores contra Leismaniose, tornando-se
SOROPOSITIVO.
O manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose
Visceral do Ministério da Saúde prevê
que, em inquéritos epidemiológicos, realizados
de acordo com as normas minicipais, os cães soropositivos
devem ser SACRIFICADOS.
Fonte: Folheto explicativo da vacina Leishminu/Fort Dodge.